Jornalismo Online

Wordle: Jornal OnlineO que é Jornalismo Online? O futuro da comunicação? A possibilidade de acesso ilimitado às notícias? O triunfo da liberdade de expressão? A interatividade inovadora jornalista/sociedade?  Ou apenas uma nuvem carregada de informações imprecisas e inconsequentes?

Este Blog/Projeto está aqui para NÃO responder estas questões. A real intenção deste blog é experimentar esta ferramenta que toma conta do mundo cada dia mais e mais rápido.

O blog Jornalismo Online é parte integrante da grade de avaliação da disciplina de Jornalismo Online I, ministrada pela professora Marlise Brenol, na Universidade gaúcha UNISINOS, em São Leopoldo.

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Ih, travou. Chama o Ed!

Barulhos de sapatos no chão. Saltos altos, agulhas, scarpins. Ternos, gravatas, perfumes… Entre mentes sãs e rostos fotogênicos, todos entrando e saindo, fazendo seu melhor. Alguns fingindo. E tudo é uma parte do mesmo aprendizado que terá sentidos diferentes para cada um destes estudantes de telejornalismo.

Mas é quando a bancada está vazia que as notícias acontecem. É quando apagam-se as câmeras que alguém tem de fazer o trabalho duro: carregar o mundo nas costas enquanto a maquiagem ganha os louros. E é longe dos holofotes que nosso herói salva o dia: cuidando dos equipamentos, editando o jornal e os trabalhos extraclasse dos alunos. No contrato, são seis horas diárias, mas é comum que cada jornada dure oito ou doze.

Insubstituível. Diferente de qualquer âncora de telejornal.

Numa pequena sala solitária e escura ele faz seu papel e, mantém sua identidade secreta, para que os egocêntricos, supostamente, brilhem. Tristeza, injustiça, solidão?

Que nada!

Entre um cigarro e outro, baixo, magro e com um swing original no andar, esbanja um sorriso fácil e galanteios ao vento. Bordões na ponta da língua. Prerrogativa só de quem já viveu muitas coisas nesta Terra. Como seguir carreira no exército, mesmo tendo aversão ao serviço militar; porém, de repente se tornou mais interessante cuidar das câmeras durante as ações sociais que eram gravadas pelas forças armadas.

Porra-loca, como se intitulava, jamais pensou que conseguiria trabalhar com universitários sem amaldiçoar o primeiro que trancasse uma fita na filmadora. Logo ele descobriu que estava em casa, pois é esse espírito que o habita: jovem. Empresta-se para ouvir os amores e dissabores dos alunos e ainda tem tempo para aprender lições de superação com alguns deles.

Por seu carisma é respeitado como um professor. De batismo Edson Silva, 48 anos. Para nós, só Ed, SuperEd.

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Autorretrato

Não saio de dentro de mim nem para pescar”, foi com as palavras de Manoel de Barros que a fotógrafa Eneida Serrano deu início à palestra Autorretrato: a descoberta pessoal da fotografia, no dia nove de junho, às oito horas da noite. Uma terça-feira fria na Unisinos. Depois de uma breve apresentação sobre sua carreira profissional, a artista levou todos os presentes no auditório Érico Veríssimo por uma viagem de sensações provocadas por sua ministração sutilmente – ou não – planejada. Uma viagem para dentro e fora de si mesmo.

Eneida praticamente declamou sua fala em tom poético e contou sua história com versos simetricamente rítmicos. As apresentações de seus trabalhos de fotos reproduziam-se no telão e enchiam os olhos, enquanto cada música de fundo parecia inundar o corpo inteiro. Dava para sentir-se dentro dos ambientes fotografados. Durante os slides do projeto Interiores, vencedor do Prêmio Açorianos em 2007, era “virtualmente real” o cheiro das casas aconchegantes da serra gaúcha. Faltava apenas esperar ansiosamente pelos biscoitos saindo do forno da Vovó.

Entretanto, o ápice, certamente, foi a exposição das ruínas das Missões Jesuíticas. Estava tudo no seu devido lugar: a música Os Senhores da Guerra de Madredeus comprimiam o peito; a ordem das fotos parecia meticulosamente planejada para impactar a visão; a alternância entre fotografias dos rostos tristes dos índios remanescentes na região e os rostos de imagens de Santos fez com que o ambiente neste momento fosse além do que qualquer cinema 3D é capaz de criar. Estava tudo em seu lugar. Quem estava lá, estava no lugar certo, como um fotógrafo que teve apenas uma chance para eternizar um momento.

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On The Road…116

A BR 116 é a principal via de acesso à Unisinos, em São Leopoldo. Há muito os engarrafamentos têm sido uma constante, e não apenas os estudantes que são prejudicados pelo atraso, mas todos os usuários têm reclamado do tempo perdido e do desgaste na estrada. Agora, está sendo construído o viaduto Unisinos, além de outras obras; entretanto, as obras de melhoria têm deixado o trânsito ainda mias lento.

A Universidade, por sua vez, disponibiliza em seu site todas as informações possíveis para os alunos utilizarem os melhores caminhos de chegada, bem como noticia as mudanças de rotas que acontecem na 116. Além disso, a estrutura da Universidade está preparada para entrada e saída de onibus e transportes de van, o que facilita o acesso e desengarrafa as ruas.

A aluna Manoeli Rodrigues, do 5º semestre de Jornalismo, disse que todos os dias vai de Campo Bom até a Universidade e sempre pega um grande engarrafamento entre as 18:30 e 19:20hs. Abaixo um pequeno mapa de sua jornada diária até a Unisinos:

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Análise da “Multimidiaticidade”

A cada nova mídia que surge, boatos sobre  a morte da mídia anterior mais moderna são uma realidade. Normalmente são apenas boatos. As mídias não morrem, são absorvidas. Os computadores pessoais e a internet são exemplos de mídias quase definitivas, ou plataformas multimídia. Não é o fim da TV, nem do rádio, e menos ainda do jornal impresso, eles apenas estão disponíveis em um mesmo eletrodoméstico, de forma mais interligada, dinâmica e prática. Existem seus prós e contras, mas não é o foco deste post. O objetivo agora é analizar portais multimídia populares na internet para entendermos seu funcionamento de forma técnica. São eles: G1, o portal da Globo; IG, um dos maiores portais em conteúdo na internet brasileira; Zero Hora, o site do jornal impresso de maior circulação do Rio Grande do Sul.

G1 – o G1 representa o público da globo, por isso é um portal tão genérico, não fala de notícias de uma comunidade local, mas pautas que ecoem em um âmbito nacional; o layout do G1 é bastante prático e os principais conteúdos estão todos distribuidos na página principal; não é possível comentar as notícias, mas há um e-mails para contato; o G1 utiliza o twitter para divulgar as notícias que pretende que sejam as mais populares de acordo com sua editoria; a navegação no G1 é muito simples, entretanto, os videos utilizam o sistema media player que demoram muito tempo para carregar; os textos do G1 são recheados de hipertextualidade, mas redirecionam o usuário apenas para endereços de dentro do portal da Globo.

Zero Hora – O site da Zero Hora integra o portal do clicRBS. É o jornal impresso mais lido e influente do Rio Grande do Sul; representa o público gaúcho e a visão da maior empresa de comunicação do Sul do país; o site não é apenas uma extenção, nem uma versão online do jornal impresso, é um novo veículo informativo que utiliza os recursos da plataforma multimídia da internet, como vídeos, com a credibilidade de um veículo já conhecido; o layout é bastante prático, do ponto de vista do conteúdo, já que os menus estão todos distribuídos na barra lateral da esquerda, entretanto, o visual parece um tanto poluído e desagrada muito à primeira vista; não há muita possibilidade de interação com o site da empresa; a Zero Hora está no twitter, mas não segue ninguém.

IG – A empresa IG começou como um provedor de internet grátis e, assim, se popularizou. Hoje, é um dos maiores portais do Brasil em conteúdo. O IG tem seu público próprio que, ao contrário do G1 e da Zero Hora, não migraram de outras mídias para a internet. No portal, a organização do layout é funcional. Na barra lateral da esquerda estão disponíveis todos os conteúdos do site, como as notícias do Último Segundo e os canais diversos que o IG disponibiliza, incluindo a TV IG. Tudo isso torna a navegação bastante direta, atendendo a demanda do usuário. O portal também disponobiliza a opção de visualizar todos os sites em ordem alfabética; por ter diversos sites disponíveis, cada qual com seu nicho, a hipertextualidade é uma constante nos posts. Estes links direcionam o internauta para os mais variados endereços; o IG tem um apelido  no twitter para cada nicho de seu portal; os sites de notícias não sãoapenas informativos, mas canais, como o Jovem, possibilitam a interação dos usuários com seus desenvolvedores.

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Não existe videogame interativo!

O mercado de tecnologias cresce diariamente. E cresce também nosso fascínio. Estamos sempre ávidos para consumir as traquitanas que vemos nos filmes. A evolução deste mercado é visível, principalmente, no meio da informática. A internet se torna ainda mais interativa, socializando a informação, compartilhamento, consumo e produção de todo tipo de conteúdo. Além disso, as promessas de inteligência artificial superavançada parecem uma realidade quase que palpável atualmente. Entretanto, há um porém. Uma discussão que se levanta junto com o aperfeiçoamento tecnológico: o que realmente é interação?

Com o lançamento do Nintendo Wii, o videogame mais vendido desde 2006, além fazer ressurgir das cinzas uma empresa (Nintendo), praticamente, desacreditada no meio dos jogos eletrônicos, este console transcendeu os métodos convencionais de se jogar: ao invés de apertar botões em um joystick, o jogador faz os movimentos do tenista para movimentar a raquete, por exemplo. Seria o videogame mais interativo já inventado. Interativo? Segundo alguns estudiosos, como Alex primo, esse conceito está errado. Os videogames por mais possibilidades infinitas que possam ter, são, na verdade, apenas simulacros limitados e pré-programados. O termo correto seria reativo e não interativo.

Mídias interativas são as que suportam a troca de informações, a produção de conteúdo em duas vias e/ou respostas autônomas ao conteúdo produzido, caso dos sites de relacionamento como orkut, facebook e twitter; o Youtube é um dos melhores exemplos de interatividade mútua total; os blogs são publicados por uma pessoa, ou organização mas, geralmente, estão abertos a comentários que podem pautar futuros posts. Existem blogs onde o conteúdo pode ser, inclusive, de autoria dos internautas, um exemplo é o Púlpito Cristão.

Por outro lado, temos as mídias que, erroneamente, são chamadas interativas, quando, na verdade, deveriam ser qualificadas como reativas, ou, no mínimo, não utilizadas mais como exemplos de interatividade. Os sites de notícias têm espaço para comentários, recebem e aceitam críticas, consertam matérias com erros a pedido de leitores; entretanto, tais comentários são parte do menu de opções do internauta e, este, não tem nenhum controle maior do site. Canais em pay per view são apontados como a TV do futuro; porém, não passam de um guia avançado de programação, onde o telespectador escolhe o que assistir, mas sempre dentro da gama de opções disponíveis. Os jogos eletrônicos, como já dito antes, têm o mesmo papel de transmitir a sensação de controle, mesmo não passando de um sistema pré-programado.

Espero que nossas relações pessoais ainda sejam interativas e não meramente reativas em meio a esta Matrix.

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Chocolate e pipoca de microondas: a origem da Internet

A panela teflon, o microondas e o chocolate M&M’s foram criados durante a segunda guerra mundial para algum fim proveitoso ao exército. Alguns desses inventos ocorreram sem querer, como é o caso do microondas, outros foram meticulosamente desenvolvidos depois de muita pesquisa e dinheiro investidos. A esta altura já parece óbvio, até ao mais desatento leitor, a relação destas informações com a internet. A pergunta que surge é: por que a internet se tornou popular tanto tempo depois?

As pesquisas para se utilizar a troca de informações seguras em rede começou a ser desenvolvida durante a corrida espacial. Os Estados Unidos temiam ficar em desvantagem tecnológica quanto a União Soviética, posto que esta já havia lançado um satélite artificial no espaço (Sputnik, em 1957). Em busca de uma nova tecnologia os amercanos investiram pesado em pesquisas científicas.

A princípio, um pequeno programa chamado Arpanet foi desenvolvido para interligar apenas computadores em um mesmo espaço físico, a intranet. Em 1969, Paul Baran criou um novo conceito de rede que seria capaz de sobreviver a um ataque nuclear sem que seus dados fossem perdidos. Baseava-se no princípio da rede descentralizada e, caso uma fonte fosse destruída, as demais seguiriam trabalhando normalmente.

Durante a década de 1970, e até 1990, a rede de comunicação por computadores já estava espalhada por todo território americano, até mesmo já haviam sistemas operacionais em vigor (UNIXLUNIX – ou LINUX). Acontece que toda a linguagem do computador e seus softwares eram em sistemas de códigos dominados apenas por seus especialistas, até que em 1991 Tim Berners-Lee criou a linguagem www (world wide web), transformando os códigos em letras e tornando a internet acessível para qualquer pessoa leiga em programação de computadores.

Quando a Microsoft lançou suas ferramentas para computação e internet, o famoso navegador Internet Explorer, todos seus produtos eram pagos, o que gerou muitas críticas; contudo, a Microsoft vendia seus programas junto a seus computadores, o que, ao fim, serviu apenas para globalizar a rede.

Hoje não vivemos mais sem a internet. Infelizmente, como tantas outras ferramentas fundamentais e facilitadoras do nosso cotidiano, foi desenvolvida com a intenção de crescimento bélico. Entretanto, o fundamental é que houve “subversivos” em todos os momentos da história e este sistema de comunicação também foi “roubado”.

Agora segue abaixo um vídeo que explica, de forma engraçada, um pouco do funcionamento interno dos populares computadores ao utilizarem a internet.

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Distribuição Realmente Simples

A quantidade de informações circulando na web hoje chega a números absurdos.  A internet transformou a possibilidade de acesso a qualquer tipo de conteúdo. Atualmente quase não existem aqueles discos raros que apenas o pai do seu amigo possui e todos se reúnem na casa dele para escutá-los. As locadoras de filmes não dão conta de obter todas as coleções completas dos clássicos do cinema. A rede mundial de computadores sim. E mais: toda essa transformação cultural não fica apenas por conta de agora termos mais um eletrodoméstico para disputar nosso tempo com a TV. Falo de uma transformação mais profunda. A internet é capaz de trasnformar a cronologia do nosso tempo. Tudo se torna atemporal. Como? Não há mais os desenhos animados da minha infância e  os atuais. Todos estão lá, nas nuvens, para serem assistidos no mesmo website de videos. Interligados. Hiperlincados.

Esses exemplos se aplicam às produções artísticas; porém, e o nosso pitoresco dia a dia, cada vez mais absorvido pela rede? Este também segue mudando. Ao passo que os processadores se tornam mais poderosos e as memórias dos PC’s cada vez mais extensas, nosso cerébro se mantém com a mesma capacidade. O volume das informações continua a aumentar e a saída é outra mágica solução da era digital: uma sigla chamada RSS.

Para que todos possam acessar notícias e atualizações de seus sites e blogs favoritos sem ter perigo de perder nada é que foi desenvolvido o Really Simple Syndication (Distribuição Realmente Simples), ou RSS. Trata-se de uma ferramenta simples onde o conteúdo vai até o usuário sem a necessidade de acesso ao site. Quando há uma atualização, o internauta que assina determinado RSS recebe em sua caixa de e-mail ou no desktop de seu computador (o segundo através de programas específicos) a notícia e o link da mesma. Se não conseguimos navegar por todos os lugares que queremos, a web agora se navega sozinha. Com este aplicativo voltamos a ser espectadores sem perder a interatividade que a internet proporciona.

Confira na barra lateral aqui do blog dois RSS’s que assinei e recomendo. Clique em cada link caso queira assinar também. O site da BBC Brasil e o Blog Novo da Lisa Brenol (minha querida professora de Jornalismo Online!).

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